Após fim de ano, vítima de tentativa de feminicídio não quer que seu caso caia no esquecimento
VÍTIMA DE TENTATIVA DE FEMINICÍDIO NO FINAL DO ANO PASSADO, RAFAELA BRUNA SOBREVIVEU E FALA SOBRE AS SEQUELAS DA VIOLÊNCIA E O RECOMEÇO APÓS O CRIME E SEU ESFORÇO EM RECOMEÇAR SUA VIDA, JUNTO DA FILHA DE 14 ANOS. ESTA REPORTAGEM CONTÉM TODO HISTÓRICO DO CASO
Atualização em 30/01/2024, 00h15
Ela acredita que falar sobre deu drama é motivar outras mulheres a denunciarem abusos sofridos e também é uma forma de sensibilizar as lideranças políticas, OAB, Defensoria Pública, Ministério Público, policiais, juízes e promotoras sobre seu caso e a realidade das mulheres que “ninguém escuta”.
Ela deseja falar, e não será esta reportagem que irá silenciá- la…
Relembre o caso:
O autor, homem com o qual ela teve relacionamento, escapou do flagrante e, quando se apresentou, o fez com seu advogado e saiu pela porta da frente da Delegacia de Polícia Civil, em São João Nepomuceno. Mas, a liberdade estava com as horas contadas.
A já falecida representante da vítima, a jovem advogada Dra. Aline Fortes, falecida em 3 de dezembro do mesmo ano, aos 33 de idade, conseguiu um Mandado de Prisão na Comarca de São João Nepomuceno e a 136 Cia PM executou esse mandado, em tempo recorde. Contudo, o clamor público fez a diferença na obtenção do Mandado.
Sobre a morte da advogada:
A tentativa de feminicídio ocorre quando o agressor tenta matar a mulher, mas não consegue consumar o crime, seja por intervenção de terceiros, arrependimento ou falha na execução. Nesse caso, a pena é diminuída de um a dois terços, conforme o artigo 14 do Código Penal.
Foi o que aconteceu com Rafaela Bruna de Souza. Ela sobreviveu e retornou à reportagem para falar sobre seu estado de saúde.
O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher por razões diversas , dentre elas, a violência doméstica, porém , também pode resultar da discriminação ou violência de gênero – porque a vítima é mulher.
A lei do feminicídio (Lei 13.104/15) prevê uma pena maior para homicídios ou tentativas de homicídio, quando s vítima é mulher, e esse tipo de crime pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.
Título anterior: Vítima de tentativa de feminicídio fala sobre o ocorrido, através de sua advogada. Atenção: A Polícia informou à nossa reportagem ter cumprido o Mandado de Prisão
Atualização 30/11/23, às 10h45:
SÃO JOÃO NEPOMUCENO: RECEBEMOS DA 4ªRPM/2° BPM/ 136ªCIA PM, A INFORMAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO MANDADO DE PRISÃO:
“Durante pré-turno, os militares sabendo da existência de MP em desfavor de MRX, 35 anos – autor de Feminicídio Tentado, ocorrido recentemente nesta urbe – traçaram estratégia afim de cumprir a determinação judicial. Após diligências, a equipe logrou êxito em achá-lo, capturá-lo e apresentá-lo à Autoridade Policial.”
Fonte:1ºPel/136CIA/2ºBPM
Matéria anterior:
De acordo com o despacho do Poder Judiciário, que confirmamos através do Diário do Conselho Nacional de Justiça, o autor de tentativa de FEMINICÍDIO é procurado, tendo em seu desfavor um Mandado de Prisão em aberto
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: A SOCIEDADE QUER UM BASTA.

Atenção : A emissora, Rádio Difusora de São João Nepomuceno, não compactua ou estimula qualquer forma de violência, seja contra o patrimônio público, animais, contra povos ou pessoas.
Não compactua com práticas como racismo, discriminação social, intolerância religiosa ou preconceito, em qualquer de suas nuances.
Dito isto, segue a manifestação da vítima de tentativa de feminicídio em São João Nepomuceno.
A emissora, de igual maneira, está à disposição para o advogado do autor, caso desejar se dirigir à sociedade, através de uma nota
Rafaela Bruna de Souza é mulher, mulher negra, pobre, tem 33 anos, e foi vítima de facadas em 20/11/23. E por ser mãe, sofre por sua filha menor estar privada da presença e integridade da sua mãe.
Ela tem nos procurado, desejando expressar seu sentimento de impotência, e se manifesta à emissora, através de sua advogada, dra. Aline Fortes.
A nota está na íntegra, não sofrendo edição e, nem mesmo, revisão ortográfica. Notamos que, possivelmente, pela ansiedade da vítima, essa nota foi entregue às redes sociais e veículos de comunicação, nesta livre circulação, o destinatário foi intencionalmente removido pelos receptores do texto.
Apesar de estar na íntegra, extraímos, entretanto, o nome do autor, por razão da Lei Geral de Proteção à Dados Pessoais, contudo, no topo da matéria, pelo recorte do CNJ, é possível ao leitor interessado ver o mandado judicial expedido, que na sua publicação, passa a ser um documento público.
Nota:
À emissora Rádio Difusora de São João Nepomuceno FM e seu correlacionado portal de notícias “www.difusorasjn.com.br”:
Prezados senhores, como Advogada da Sra. Rafaela, venho esclarecer os fatos e solicitar a ajuda da população para que o principal suspeito da prática do delito de tentativa de feminicídio, quebra de medida protetiva e invasão domiciliar, possa ser encontrado e preso de forma preventiva, conforme determinado pelo juízo da segunda vara da Comarca de São João Nepomuceno.
O suspeito em questão trata-se do M.R.X o qual encontra-se foragido, solicitamos que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja imediatamente repassada as autoridades policiais.
Reforço que o foragido é considerado perigoso, havendo causado um verdadeiro terror na vida da minha cliente e de sua filha de apenas 14 anos, que por misericórdia divina e graças a competência da medicina, estão vivas.
No momento, me abstenho de dar detalhes do crime para evitar que o suspeito venha a ser linchado ou morto, como Advogada da vítima, queremos que à justiça seja feita!
Após a prisão do indivíduo, está advogada estará disposta a dar uma declaração detalhada da cena de horror que a minha cliente precisou passar.
A todas as mulheres, fica o aviso: Violência não é demonstração de amor, violência não é normal, qualquer tipo de violência, por menor que pareça ser DEVE ser denunciada!
Por ora, é o que temos a esclarecer!
Agradecemos, desde já, toda a ajuda para que a polícia possa cumprir o mandado de prisão e, somente assim, a minha cliente e sua família possa voltar a viver.
At.te, Dra. Aline Fortes
OAB/MG 212.709

