Febre Oropouche: Mais um caso confirmado em Piau e o primeiro em Rio Novo. Tabuleiro, Coronel Pacheco e Juiz de Fora também possuem um caso confirmado
Reportagem Aristides dos Santos com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Piau e Secretaria de Estado de Saúde do Governo do Estado de Minas Gerais (SES-MG)/ Fotos: (1) Bruna Lais Sena do Nascimento/Laboratório de Entomologia Médica/SEARB/IEC ( EBC) e (2) shutterstock.com


Um novo caso de Febre Oropouche foi registrado em Piau, que tem a segunda maior incidência no estado de Minas Gerais, atrás de Joanésia com 140 casos, aumentando para 86 o número de casos.
O município de Piau, na Zona da Mata mineira, registrou do final do ano de 2024 para o começo deste ano dezenas de casos de febre oropouche. As autoridades de saúde locais emitiram um alerta à população para reforçar as medidas de prevenção e intensificaram as ações de controle de vetores na região.
A febre oropouche é causada por um arbovírus da família Peribunyaviridae e apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como febre alta, dores musculares, dores de cabeça, cansaço e, em alguns casos, manchas na pele.
Embora raramente seja fatal, a doença pode causar desconforto significativo e, em casos graves, complicações neurológicas.
Além de Piau com 86 casos confirmados, os municípios de Juiz de Fora, Coronel Pacheco, Rio Novo e Tabuleiro já registram um caso confirmado em cada município, preocupando as autoridades de saúde pública da região.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Piau, os casos foram identificados após exames laboratoriais realizados em pacientes com sintomas suspeitos. A força-tarefa criada para o enfrentamento também conta com a Fundação Ezequiel Dias, responsável pela análise dos materiais biológicos dos pacientes.
No dia 13 de Janeiro, a Assessoria de Imprensa da prefeitura informou que, na ocasião, foram realizados 116 testes laboratoriais, 25 deles com resultado negativo e 85 positivos.
O boletim mais recente, finalizado ontem e divulgado hoje, indica que 27 aguardam o resultado laudo, 06 exames estão inconclusivos e que, como informado, um novo caso foi confirmado, aumentando para 86 exames com resultado positivo.
O número exato de infectados na região é desconhecido, devido à subnotificação, mas as equipes de saúde estão monitorando as ocorrências e investigando situações suspeitas.
Como medida preventiva, os moradores são orientados a eliminar focos de água parada, que servem como criadouros para os mosquitos transmissores, e a utilizar repelentes. A prefeitura também intensificou as visitas domiciliares dos agentes de saúde, visando identificar e eliminar possíveis focos do vetor.
Especialistas alertam que a disseminação da febre oropouche pode estar associada às mudanças climáticas e ao aumento da interação entre humanos e áreas naturais, onde os vetores são mais comuns. Por isso, além das ações imediatas, é necessário um esforço contínuo para evitar surtos.
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais acompanha a situação em Piau e reforça a importância de buscar atendimento médico em caso de sintomas.
A equipe do Estado está no município desde a última segunda-feira (06/01). Também destacamos que técnicos da Fiocruz-RJ, que estiveram em Piau nos dias 19 e 20 de dezembro para treinar os profissionais do município a lidarem com a situação.
As autoridades seguem trabalhando para conter a disseminação da doença e pedem a conscientização e o apoio da população no cumprimento das medidas preventivas que, repito, não se diferem das campanhas de combate ao Aedes aegypti.
APELANDO À CONSCIÊNCIA
A Prefeitura Municipal de Piau está apelando para a conscientização e o apoio da população em relação ao enfrentamento dos criadouros do inseto, causador da doença.O trabalho de prevenção e combate não é muito diferente das campanhas contra o Aedes aegypti. Até mesmo o quadro clínico guarda alguma semelhança.
Ou seja, a situação é um alerta para o municípios como São João Nepomuceno, Bicas, Mar de Espanha, Guarani, Descoberto, Rio Pomba, entre outros, na região.
Manter as condições para a proliferação da Dengue, Chikungunya e Zika, basicamente, é deixar a porta aberta para uma nova doença.

