Dia Nacional da Doação de Órgãos: Veja histórias de transplante relacionadas à sãojoaneneses e descobertenses e o trabalho do conterrâneo Dr. Gláucio, referência em transplantes
Reportagens de Aristides dos Santos com fotos de “divulgação” de Dr. Gláucio Souza para Rádio Difusora e de Bernardo Marchiori para Tribuna de Minas
MÉDICO SÃOJOANENSE, PACIENTE SÃO JOANENSE: VEJA O DEPOIMENTO ENVIADO À EMISSORA PELO DR. GLÁUCIO SOBRE O CASO LAURO, SÃOJOANENSE RECÉM BENEFICIADO COM TRANSPLANTE DE RIM
Recentemente, tive a oportunidade de realizar o transplante de um paciente da minha cidade natal, São João Nepomuceno. Essa experiência foi particularmente significativa para mim

Juiz de Fora é a referência para transplantes na região. A rede hospitalar, nesse quesito, evoluiu muito e alcançou a excelência. Lá, um médico cirurgião sãojoanense é considerado uma autoridade, quando o assunto é transplantes. Trata-se do especialista em transplante de rins, pâncreas e fígado Dr. Gláucio Souza, filho da ex- diretora escolar e professora aposentada Dona Maria Carmem. Ele atua no serviço de transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
UMA REPORTAGEM DA TRIBUNA DE MINAS E OUTRA DA RÁDIO DIFUSORA DESTACAM HISTÓRIAS DE SUCESSO EM SÃO JOÃO NEPOMUCENO E DESCOBERTO
No ano passado fizemos uma reportagem com irmãos descobertenses unidos pelos laços dos rins e destacamos o trabalho do Dr. Gláucio e, neste ano, o tradicional Jornal Tribuna de Minas destacou uma história de um sãojoanense que passou por um bem-sucedido transplante de rim. Destaca o repórter Barnardo Marchiori para o jornal Tribuna de Minas:
“Em 2022, o pecuarista e morador de São João Nepomuceno Lauro Cesar Varotto, com 49 anos atualmente, começou a emagrecer e perder apetite. Para descobrir o que vinha acontecendo com sua saúde, fez exames no sistema digestivo. Entretanto, nada foi apontado – por isso, foi requisitado um hemograma completo. Já em fevereiro de 2023, ele realizou uma tomografia e descobriu que um de seus rins estava totalmente comprometido, enquanto o outro tinha função renal de apenas 12%.

De início, Lauro negou o tratamento de hemodiálise e realizou uma dieta restritiva. Durante um ano, permaneceu com a mesma medida, até que sua função renal chegou a 6%. Nesse contexto, seu médico afirmou que a hemodiálise seria necessária. Simultaneamente, sua esposa, a também pecuarista Leandra Botelho Varotto, de 42 anos, havia realizado exames que indicaram compatibilidade com o marido e, consequentemente, a possibilidade de transplante do órgão.
‘Há três meses, conseguimos realizar o transplante, na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, sem o Lauro fazer hemodiálise e de uma doadora viva, o que foi muito importante. A fila no Brasil é muito grande para cirurgias que envolvem órgãos de pessoas mortas’, conta. Até a redação desta matéria, na quinta (26), a fila de espera em Minas Gerais, segundo dados do Ministério da Saúde, é composta por 3.886 pessoas. No país, o número chega a 44.634.
Lauro afirma que tudo normalizou em sua qualidade de vida. ‘Hoje eu sei o quão importante é a doação de órgãos. Ela evitou que eu precisasse fazer uma hemodiálise e tivesse outras complicações. Isso deve ser muito divulgado, pois pode ajudar muitas pessoas. Estive internado com outros pacientes que estavam fazendo o tratamento, e eles me contaram como era penoso passar por ele’.”
MÉDICO SÃOJOANENSE, PACIENTE SÃO JOANENSE: VEJA O DEPOIMENTO ENVIADO À EMISSORA PELO DR. GLÁUCIO SOBRE O CASO LAURO E OUTROS
“Como médico especialista em transplantes, tenho a honra de poder contribuir para a vida de pacientes que enfrentam a insuficiência renal. Recentemente, tive a oportunidade de realizar o transplante de um paciente da minha cidade natal, São João Nepomuceno. Essa experiência foi particularmente significativa para mim, pois me fez refletir sobre a importância da medicina em nossa comunidade.
Trabalhar na Santa Casa de Juiz de Fora, um centro de referência em transplante renal na região, me permite acessar recursos e tecnologias de ponta que são essenciais para oferecer o melhor cuidado possível. Saber que posso fazer a diferença na vida de um paciente, ajudando-o a recuperar sua qualidade de vida e retornar à sua rotina, é extremamente gratificante.
Além disso, essa experiência reforça a necessidade de promover a conscientização sobre a doação de órgãos. A estrutura de apoio que temos na Santa Casa e a colaboração da equipe multidisciplinar são fundamentais para o sucesso dos transplantes, e eu me sinto privilegiado por fazer parte desse processo tão importante e transformador. É gratificante ver um paciente se recuperar e saber que, de alguma forma, contribui para sua nova chance de vida.“
Reportagem anterior: Semana Mundial do Rim, março de 2024
SEMANA MUNDIAL DO RIM: RELEMBRE O CASO DE FAMÍLIAS BENEFICIADAS POR TRANSPLANTE E A HISTÓRIA DO SÃOJOANENSE DR. GLÁUCIO, AUTORIDADE EM TRANSPLANTE DE RIM
Estamos na Semana Mundial do Rim, que foca a importância deste órgão vital e que desempenha funções indispensáveis para manutenção da vida. O Dia Mundial, para alguns, foi 07, para outros, será no próximo 14/03/ 2024. Na verdade, não importa: todos os dias são dias para celebrar e proteger nossos rins.
Ele é o responsável por “filtrar o sangue”, mas também regula a pressão arterial, eliminar as toxinas do corpo, entre outras. Este par de órgãos, como os demais, requer hábitos saudáveis para sua preservação e prevenção à doenças, principalmente, em relação a doença renal crônica (DRC), caracterizada por lesão nos rins. Segue abaixo, dicas da Unimed para mantê-los saudáveis:
- Diminua o consumo de sal nos alimentos. O máximo permitido é de cinco a seis gramas por dia.
- Beba bastante água, mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos com regularidade.
- Não fume e mantenha um peso adequado.
- Meça a sua pressão arterial.
- Cuidado na hora de utilizar algum medicamento
Reportagem em setembro de 2023

A comovente história de paciente e doador irmãos.
Dia Nacional da Doação de Órgãos: Nossa homenagem aos doadores e ao médico sãojoanense Dr. Gláucio, autoridade no assunto.
Primeiro semestre de 2003, naquela época, Mauro Heleno Bitencourt, morador do sítio da Cachoeira, zona rural de Descoberto, então com 43 anos, fazia uma bateria de exames de saúde, de sangue, compatibilidade e outros. Ele havia tomado uma corajosa decisão que mudaria sua vida e de outra pessoa: seria o doador de um rim. O beneficiado seria um dos seus 7 irmãos, José Venâncio Bitencourt, 5 anos mais velho.
A cirurgia foi feita em julho daquele ano no Hospital João Felício, em Juiz de Fora, sendo eficientemente conduzida pelos especialistas Dr. Adriano e Dr. Márcio Bastos e equipe. Estes são os nomes fornecidos pelo filho, o taxista Valtencir Bittencourt. O sr. José Venâncio tem hoje 68 anos e seu irmão 63, e estão com a saúde em dia. Agora, além de “irmãos de sangue”, são “irmãos de rins” e estão mais unidos que nunca.
Há 20 anos o mundo era outro e o assunto doação de órgãos ainda era um tabu. Vinte anos depois, a medicina evoluiu intensamente e as campanhas de conscientização foram surgindo, destruindo tabus e motivando famílias e pessoas a considerarem o drama de milhares de pessoas na fila do SUS, à espera de um órgão. No Brasil, 37 mil pessoas aguardam sua vez na fila de transplante de rim.

Foto: Há cerca de 1 ano, o beneficiado José Venâncio Bittencourt (de xadrez), pai do taxista Valtencir Bitencourt e o doador, seu irmão Mauro Heleno Bittencourt. Entre eles a dona Maria Trindade, 86 anos, mãe deles (teve 8 filhos).
Ao compartilhar a intenção de redigir uma reportagem sobre a importância deste dia com o diretor da rádio, Isaías Sporch de Freitas, além de conversarmos sobre o caso do sr. José Venâncio, ele se recordou de outros casos e, inclusive, da sua irmã Jandira (falecida em 2005), que lutou bravamente contra a leucemia e precisou da doação de medula.
Vários familiares fizeram exames de compatibilidade e ele, então com 42 anos, foi considerado o doador ideal para ela, 6 anos mais velha. Os trabalhos foram realizados no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte. Ele se recorda, emocionado, da luta de Jandira, dos exames e procedimentos que o colocaram em internação por 10 horas, um sacrifício de irmão. Aliás, nos transplantes em vida, normalmente o doador é algum familiar e, na maioria das vezes, um irmão.
Muitos transplantes podem ser realizados em vida, outros, contudo, dependem da morte cerebral (morte clínica) e da boa vontade dos familiares do ente querido que, além de padecerem com a perda precisam abdicar, muitas vezes, de crenças pessoais e do luto para uma decisão ainda difícil para a maioria das pessoas: a doação de órgãos.
Juiz de Fora: Dr. Gláucio Souza, um sãojoanese que nos enche de orgulho é especialista e autoridade no assunto

Juiz de Fora é a referência para transplantes na região. A rede hospitalar, nesse quesito, evoluiu muito e alcançou a excelência. Lá, um médico cirurgião sãojoanense é considerado uma autoridade, quando o assunto é transplantes. Trata-se do especialista em transplante de rins, pâncreas e fígado Dr. Gláucio Souza, filho da ex- diretora escolar e professora aposentada Dona Maria Carmem. Ele atua no serviço de transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Dr. Gláucio se formou em 2000 , três anos antes do transplante do sr. Venâncio, agora, professor da Faculdade de Medicina da UFJF (especializou-se em 2004 em transplantes de rins, pâncreas e fígado no Hospital Felício Rocho), ele foi bastante badalado na região por ter conduzido, em 2017- ano em que a Santa Casa foi credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes- o primeiro transplante de fígado da região da Zona da Mata.
Ele, sempre que tem oportunidade, enfatiza a necessidade das campanhas de conscientização pois, para ser um doador, não é necessário deixar nenhum documento escrito, bastando que a família esteja ciente e permita a doação. Ele enfatiza à nossa reportagem:
“É preciso informar que a morte encefálica é a morte da pessoa definida com base em critérios neurológicos, portanto é a morte de fato. A partir disso não há mais nada a fazer. Porém nesse momento a morte pode ser ressignificada como uma oportunidade de ajuda ao próximo. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do seu corpo, se encaixadas nos critérios, poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas.”
A região tem cerca de 400 pacientes aguardando por algum órgão, tentamos descobrir se haveria algum sãojoanense na fila, mas essa informação é abrangida pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
No Brasil, são cerca de 65 mil pessoas. A fila anda lentamente, entretanto…
Brasil: O segundo maior país do mundo em matéria de transplantes
Você pode até não acreditar, mas o Brasil é o segundo país que mais realiza transplante no mundo. Se você imaginou que o primeiro da lista fosse os EUA, acertou.
Apesar disso, como citado, são 65 mil brasileiros na lista à espera de um transplante. Nesta fila estão pessoas que aguardam por rins, córneas, fígado, pâncreas e rim juntos e coração.


